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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Bolo de Aipim Delicioso Por Betechef




O bolo de mandioca é uma iguaria da culinária brasileira. A receita tem origem indígena e está relacionada ao cultivo da mandioca na bacia tropical do Rio Amazonas. Posso afirmar que ficou mesmo muito saboroso e super  macio. Confira a receita.

Ingredientes:
1 prato fundo de aipim descascado e ralado
1 lata de leite condensado light
1 garrafinha (200 ml) de leite de coco (200g)
1 pacote de 100 g de coco ralado
2 ovos inteiros
2 colheres (sopa) de margarina
1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Margarina e farinha de trigo para untar e polvilhar a forma

Preparo:
Em uma vasilha redonda misture todos os ingredientes, deixando o fermento para ser misture por último e delicadamente. Coloque em uma forma tamanho médio untada e enfarinha. Leve ao forno para assar por aproximadamente 40 minutos, até dourar.


domingo, 6 de outubro de 2013

CUSCUZ MARAVILHOSO DE TAPIOCA







Mais uma vez estou postando uma receita de cuscuz de tapioca, mas essa receita aqui é mesmo maravilhosa. O resultado final ficou mesmo muito saboroso, macio, doce no ponto certo e irresistível. É até um perigo, porque não dá vontade de parar de comer. Euzinha faço, mas me contenho, por conta do meu colesterol e também eu não abuso nunca do açúcar. Eu fiz desta vez porque realmente estava com muita vontade de comer esta sobremesa, mas sempre é bom comer com moderação. 

Ingredientes:
500 g de tapioca
1 garrafa de leite de coco (500ml)
1 xícara de açúcar
1 colher de café de sal
200 g  de coco em  flocos
1 litro de leite fervente
1 lata de leite condensado (a gosto)

Preparo:
Misture o leite de coco, o açúcar, o sal, 100g do coco ralado e a tapioca. Coloque essa mistura em um tabuleiro retangular  medindo 26cm por 40cm e adicione o leite em ponto de fervura. Misture bem  e deixe descansar  de três a quatro horas.  Até que a tapioca tenha absorvido todo o leite. Cubra e leve à geladeira. Antes de servir coloque o restante do coco ralado por cima do cuscuz e se coloque leite condensado por cima. Esse cuscuz ficou bom demais, difícil dizer não pra ele. Se puder faça!

Fonte: Embalagem granfino, com alguns pitacos da Betechef, claro. Sempre que vamos fazer uma receita de uma outra pessoa, acabamos mexendo um pouquinho aqui ou ali, não é mesmo? Um grande abraço!



É Bom Saber:
O cuscuz de tapioca é um prato originário da culinária africana com ingredientes brasileiros de origem indígena. Também é conhecido como cuscuz branco ou ainda, pudim de tapioca.

É um preparado a partir da fécula da mandioca, conhecida como tapioca. Pode ser doce ou salgado. Na maioria das receitas de preparo do cuscuz de tapioca doce se acrescenta coco ralado, açúcar, água ou leite.

Os índios não tinham acesso ao açúcar e nem ao leite por exemplo, ambos trazidos pelos europeus. Já as africanas eram as principais responsáveis pela administração alimentar da sociedade, ou seja, das mãos delas saia quase tudo o que era consumido na capela clerical, na casa grande, etc. Ao ter acesso a mais recursos alimentares que os nativos, as mesmas acabavam por misturar tudo e criar receitas novas com os ingredientes ameríndios e europeus.




Dicas:
       Não é indicado o congelamento desta receita, pois a sua consistência pode ficar alterada.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Moqueca de Coxa e Abobrinha







Essa receita ficou maravilhosa, dei meu toque e adicionei a ela a abobrinha italiana  que  contém Fósforo, Cálcio, Ferro e celulose, além de pequenas quantidades de vitamina A, importante à visão e à pele, e vitaminas do Complexo B, que ajudam no desenvolvimento e crescimento.


O Cálcio e o Fósforo participam da formação de ossos e dentes, evitam a fadiga mental e ajudam na transmissão dos impulsos nervosos.

O Ferro forma os glóbulos vermelhos do sangue e produz energia.

Ingredientes:
1 kg de coxa sadia congelada
2 dentes de alho socados ou espremidos
 1 limão médio
1 colher (sopa) de sal
1 colher (café) de pimenta-do-reino moída na hora
1 colher (café) de coloral
1 colher (sopa) de óleo
1 abobrinha italiana cortada em rodelas
1 cebola cortada em rodelas
½ pimentão verde sem sementes e cortado em rodelas
½ pimentão vermelho sem sementes e cortado em rodelas
½ pimentão amarelo sem sementes e cortado em rodelas
2 tomates cortados em rodelas
1 colher (sopa) de azeite de dendê (se gostar) ou azeite extra virgem a gosto
1 vidro de leite de coco
3 colheres (sopa) de coentro (em folhas) picado ou cheiro verde

Modo de Preparo
Comece temperando as coxas com o limão, o alho e o sal.  Numa panela ou frigideira grande, aqueça o óleo e doure bem as coxas de todos os lados. Tempere com  a pimenta e o coloral. Junte 1 ½ xícara (chá) de água,  tampe e cozinhe até a água secar. Verifique se as coxas já estão cozidas, caso seja necessário vá pingando água até o cozimento completo. Acomode por cima das coxas a abobrinha, a cebola, os pimentões, os tomates e, em seguida, regue com o azeite de dendê e o leite de coco. Tampe novamente e cozinhe até que  a abobrinha  esteja cozida.. Salpique o coentro ou cheiro verde e sirva em seguida com arroz branco e molho de pimenta.

Rendimento: 5 Porções
Nota: Receita super prática – Pronta em 1 hora ápos descongelado


Curiosidades:


A Verdadeira Moqueca: Nem baiana, nem capixaba.



A verdadeira moqueca de raiz brasileira vem do interior de São Paulo, não leva leite de coco ou azeite de dendê – e Não é feita de peixe.

DESTA VEZ OS NOSSOS ÍNDIOS venceram: quando os africanos chegaram com as suas poquecas eles já faziam moquecas há muito, muito tempo. E na confusão de poqueca com moqueca, venceu a indígena moqueca, que na linguagem autóctone designa um cozinhado envolto em folha. Moquear: envolver a caça ou o guerreiro vencido em folha e cozinhar no moquém, uma grelha de varas sobre o fogo. E tudo virou moqueca.

Enquanto capixabas e baianos discutem gulosamente quem faz a melhor moqueca, nenhuma delas de origem verdadeiramente da terra – uma, a capixaba, é nitidamente influenciada pelos guisados portugueses; a outra, africana, também tem seus rasgos da influência ibérica adquirida ao desembarcar nas costas do Novo Mundo

Os paulistas de Caçapava, no Vale do Paraíba, quietinhos e escondidos como bons caipiras orgulhosos (no bom sentido, também indígena, que significa habitantes do mato), vão mantendo a tradição destas delicadas e deliciosas moquequinhas autenticamente ameríndias: mistura de farinha de mandioca com carne de frango formando pequenos croquetes envolvidos em folhas de caetês (do tupi cae-etê: folha verdadeira), um tipo de bananeirinha decorativa, a Stromanthe sanguinea Sondo muito usada nos jardins da cidade. 

Claro que também vale usar as folhas da bananeira dita normal, não tão brasileira mas, vá lá, que não somos xenófobos, com a graça de Deus. Depois são amarradas com imbira, um cordão retirado da beirada das folhas e levadas ao forno quente num tabuleiro até ficarem da cor de tabaco, cozidas. Tudo muito semelhante às pamonhas, que são levadas à água fervente, mas também muito nossas, ou deles, dos indígenas.


Artigo: Revista Raiz
11/2005- Frutos | ed.1 pág 98

 Fonte: MaCamp





Xenófobos  - Aquele que tem xenofobia (aversão a pessoas e coisas estrangeiras)


RECEITA:

 












Ingredientes: 

1 frango grande cortado pelas juntas
Sal e pimenta do reino a gosto2 dentes de alho amassados
3 colheres (sopa) de óleo ou gordura de porco
1 cebola média picada
1 xícara (chá) de cheiro-verde picado
3 xícaras (chá) de água
1/2 xícara (chá) de azeitonas verdes picadas
1 xícara (chá) de farinha de mandioca crua
Folhas de bananeira ou caetê passadas em água fervente

2. Coloque o óleo ou a gordura numa panela e aqueça com fogo alto. Junte os pedaços de frango e frite até ficarem dourados. Acrescente a cebola, o cheiro-verde e a água, tampe a panela, reduza o fogo e cozinhe até o frango ficar macio. Tire do fogo e deixe esfriar.


3. Descarte a pele e os ossos do frango e corte a carne em pedaços pequenos. Coloque na panela junto com o caldo formado.

4. Leve novamente ao fogo, acrescente a farinha de mandioca aos poucos, como se fosse uma chuva fina, mexendo sempre para não empelotar, até obter um pirão não muito duro. Junte as azeitonas, misture e deixe esfriar.

5. Preaqueça o forno em temperatura alta (220º C). Corte as folhas de bananeira ou caetê em retângulos.

6. Coloque 1 colher (sopa) bem cheia da mistura no centro de cada retângulo e enrole. Amarre as pontas com barbante.

7. Coloque os rolinhos numa assadeira, leve ao forno preaqueçido e asse até as folhas ficarem tostadas. Tire do forno, coloque num prato de servir e leve à mesa.

Rendimento: 24 moquecas, aproximadamente


(Stromanthe sanguínea, Sond.)
 (Também conhecida como helicônia, é uma planta da família das Heliconiaceae, da ordem Zingiberales e, quando estão aglomeradas, gostam de áreas úmidas.


Em tupi “caa-etê” significa folha verdadeira. Da família das marantáceas, designa uma espécie de bananeirinha do mato muito decorativa, apreciada nos jardins das cidades. Utilizavam-se dela os índios para fazer cestos, beber água e cozinhar. Ainda é utilizada no Vale do Paraíba, ao lado da palha do milho e das folhas de bananeira, para envolver pamonhas e moquecas. Herança legítima dos moqueados indígenas, as moquecas de Caçapava são envolvidas por folhas de bananeira ou caetês, amarradas nas extremidades por imbiras, um cordãozinho retirado das folhas, e assadas no forno.



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O SABOR DA VIDA COMEÇA NA COZINHA