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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Pão de Queijo e Presunto Por Betechef




Essa é uma receita deliciosa de se fazer. Simples, pois basta misturar os ingredientes e pronto. A medida que você vai preparando seus pães a massa vai crescendo e você percebe como a masa é maleável e boa de se trabalhar, O resultado é simplesmente maravilhoso, os pães ficam super macios e leves. Você pode recheá-los ou não, fica a seu critério.Amo fazer pães, acho mesmo uma terapia...


Ingredientes da massa:
1 pacotinho de fermento biológico seco (10 g) ou 30 gramas de fermento biológico fresco
1 colher de sopa de açúcar 
1 copo de água morna
1 copo de óleo
2 ovos inteiros

1 pitada de sal
Orégano a gosto
700 gramas de farinha de trigo

Recheio:
300 g de Mussarela 
300 g de presunto

Preparo:

Coloque a farinha, faça uma cova no meio, coloque o açúcar, o fermento e vá adicionando os outros ingredientes, deixando a água por último. Vá adicionando a água aos poucos até a massa desgrudar das mãos, mas não totalmente. O segredo desta massa é ela ficar pegando um pouco na mão. Se achar necessário você pode acrescentar um pouco mais de farinha, mas a minha massa eu usei essa quantidade exata que esta ai na receita. Abra a massa com rolo de pastel e corte a massa em duas partes. Coloque o recheio, modele seus pães. Pincele e leve ao forno 40 minutos até ficar douradinho. Com  essa massa você pode fazer também bauru de forno que fica uma delícia.

Para o bauru você divide a massa em duas partes. Forre com uma parte da massa uma forma de tamanho  26 X 40 cm coloque  o recheio de sua preferência. Coloque a outra metade da massa. Pincele com uma gema e leve para assar por aproximadamente 40 minutos ou até que ao enfiar o palito o mesmo saia limpo ou que ele esteja douradinho.







Curiosidade: Fui pesquisar sobre o lanche bauru e descobri que o que comemos hoje com presunto, queijo, tomate e orégano é apenas uma das muitas variações desse lanche, e sua versão original seria com pão francês, rosbife, fatias de tomate, picles e queijo muçarela derretido, condimentado com orégano e sal. Outra curiosidade é que o lanche não foi inventado na Cidade de Bauru e sim em São Paulo Capital, mas recebeu esse nome em homenagem a cidade natal do seu criador Casimiro Pinto Neto.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

ABRICÓ DE MACACO

Foto: betechef


Essas fotos foram tirasa por Elisabete Marques na Praça Nossa Senhora da Apresentaçã/ Irajá/ Rio de Janeiro/ brasil

Abricó de macaco é uma árvore que apresenta belas flores bem perfumadas, porém suas frutas tem um odor desagradável.

O perfume das flores do abricó de macaco são parecidos com a das rosas e curiosamente elas desabrocham diretamente do tronco mesmo estando cheio de frutas.


O nome que o abricó de macaco recebeu em inglês “Cannonball tree” foi por causa de suas frutas parecerem com uma bola de canhão de cor marrom. E como é uma fruta pesada dependendo da queda e onde acertar pode ser fatal. Por esse motivo não é indicada para calçadas ou local de trânsito tanto de pessoas, como de automóveis. Em alguns lugares colocam-se uma placa avisando do perigo.

Fonte:http://meioambientejardim.com/


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Charlotte de Abacaxi


Essa sobremesa é de comer rezando...uma verdadeira delícia. Pode parecer difícil, mas na verdade não é...Vale a pena conferir  a receita com carinho e fazer. Fiz algumas adaptações na receita original e esta é a minha receita de abacaxi.A receita original com morangos. 




Ingredientes:
. Creme de ricota
. 300 gramas de ricota
. 1 lata de leite condensado
. 1 lata de creme de leite
. 2 colheres de (sopa) de raspa de limão
. 1 pacote de gelatina sem sabor (conforme a embalagem)
. 2 xícaras (chá) de abacaxi bem docinho picado

Cobertura:
. 2 ¹/² xícaras (chá) de chantilly
. Abacaxi para enfeitar

Montagem:
. 1/2 pacote de biscoito champanhe
. Açúcar cristal

Modo de Preparo:

Creme: Coloque todos os ingredientes menos o abacaxi no liquidificador. Bata até formar um creme. Reserve.

Montagem: Corte ao meio os biscoitos e coloque nas laterais de uma forma redonda de aro removível (cerca de 23 cm de diâmetro). Espalhe no centro o abacaxi picado e cubra com o creme de ricota. Por cima do creme espalhe o chantilly. Enfeite com o abacaxi.

Obs.: Se por acaso seu abacaxi não estiver muito maduro(docinho)coloque em uma panela com 1/2 xícara de açúcar e deixe ferver até até a água secar,mas cuidado para não ficar seco demais.


É Bom Saber:

"A Charlotte Russe ou charlota russa é uma sobremesa que faz parte da culinária russa. Não é mais do que a ligação entre palitos à la reine com um creme aromático feito com chocolate e café. Esta sobremesa foi criada em São Petersburgo e, por essa razão, entrou na história da culinária com o nome de Charlotte Russe. O seu criador foi Antoine Carême (1784-1833), gastrônomo francês que a criou para os czares."

(Wikipedia)


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Panetone e sua história



Símbolo de Natal

Desde a antiguidade, vários povos diferentes serviam pães em datas comemorativas. Por esse motivo, não se sabe ao certo quem criou e quando surgiu o panettone. O pesquisador italiano Stanislao Porzio afirma que o pão doce precursor do panettone apareceu na Cerimônia do Tronco - uma celebração realizada entre a idade Média e a Renascença e comemorada no dia de Natal- que tinha pães entre seus simbolismo. Entretanto, uma das versões mais contadas da história do panettone aconteceu no século 15, em Milão: um jovem nobre chamado Uguetto se apaixonou por Adalgi, a filha do pedreiro Toni. Para impressionar o futuro sogro, ele se disfarçou de ajudante de padeiro e inventou um pão diferente com topo moldado em forma de cúpula da catedal de Milão. O pão fez tanto sucesso que ficou conhecido como " Pão do Toni" ( daí a palavra panettone). Uguetto conquistou seu sogro e o coração de sua amada. Com o passar do tempo, o panettone foi ganhando mais adeptos, novos formatos e hoje é considerado um dos principais símbolos do Natal.

Fonte: Revista Nestlé

Panetone

Esponja da Massa:
1 potinho iogurte natural em temperatura ambiente 
60g fermento biológico fresco (4 tabletinhos) 

1 xícara (chá) de farinha de trigo 

2 colheres (sopa) de açúcar 


Massa:
2 ½ xícaras (chá) de leite
½ xícara (chá) de óleo
4 gemas   
1 xícara (chá) de açúcar 
2 colheres (sopa) de essência de baunilha

750g de farinha de trigo

1 colher (café) manteiga


Recheio opção 01: 
2 xícaras (chá) passas
1 xícara (chá) frutas cristalizadas


Recheio opção 02:( eu usei esta opção)
 
2 xícaras (chá) gotas de chocolate forneável


Modo de preparo:
  
Para a esponja: coloque todos os ingredientes em outra vasilha e misture bem até que fique homogêneo. Polvilhe farinha, cubra com filme plástico ou pano e deixe fermentar por 30 minutos em local aquecido. 

Para a massa: acrescente os ingredientes da massa com exceção da farinha e misture bem. Coloque a farinha aos poucos e vá sovando a massa até que fique lisa e homogênea. Então a massa, coloque o recheio desejado, misture com as mãos de tal modo que o recheio fique absorvido pela massa. Corte em 3 pedaços, boleie cada pedaço e coloque em uma cartucho de panetone. Reserve em local aquecido até que a massa cresça acima da borda do cartucho dois dedos. Faça um corte em ?x? com uma tesoura em cima da massa, coloque uma colher de manteiga e leve ao forno médio (250ºC) por aproximadamente 40 minutos ou até que os panetones estejam bem dourados.

Rende 3 panetones




sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Pão e sua origem


Bom Dia!
Estou aqui dividindo com você essas informações sobre como surgiu o pão e também varias receitas de  maravilhosos pães, alguns são receitas minhas, que eu mesma criei. posso assinar em embaixo. Todas elas foram testadas e aprovadas. Agora Confira a história e as receitas.

Logo após o homem primitivo descobrir o fogo, ele aprendeu outra coisa importantíssima para a história da humanidade. Viu que a mistura de cereais com água, quando colocada sobre uma pedra quente, transformava-se em uma espécie de massa densa e saborosa. Apesar de ainda não batizado como pão, a "coisa" era gostosa e saciava a fome em dias de caça fraca. 



Alguns milhares de anos depois, nas margens do Rio Nilo, a produção de trigo era abundante. O "galette", um pão muito denso e pesado, era ótima fonte de energia para o povo. Certo dia, um homem apressado preparou sua massa sem limpar a vasilha direitinho. Mal sabia ele que os restos da pasta de água e farinha haviam se transformado numa espécie de fungo "mágico" unicelular responsável por grande parte dos processos de fermentação. Na hora de assar seu pãozinho de sempre, viu que a danada da mistura crescia mais que o normal, ficando fofa e leve. 



Os judeus não gostaram muito daquela história de "levedura", "fungo mágico”... Moisés, em pessoa, deu um recado aos filhos de Abrãao: "quem comer do pão levedado será expulso de Israel". Assim, muitas pessoas continuaram inventando receitas de pão sem fermento. 

No entanto, os gregos, que não estavam na disputa pela terra prometida, gostaram da idéia de mais leveza ao galette. Começaram a aperfeiçoar as misturas, fazendo pães de cogumelos, em formatos de trança, em meia-lua... um pão para cada Deus, quase. 

Enquanto isso, os romanos estavam engajados em conquistas imperiais. Mas a falação entre os viajantes era tamanha que o imperador quis experimentar a especialidade da ilha vizinha. Roma rendeu-se aos encantos do quitute grego e passou a promover a política do "pão e circo" para acalmar a multidão revoltada. 

Passaram-se algumas centenas de anos. Um judeu très connu resolveu dizer que sua carne era feita de farinha e água. Sua atitude fez com que o pão se multiplicasse. Desde lá, a Igreja Católica consagra o alimento e o dissemina mundo afora. 

Ah! Oui... Pularei outros mil anos, para explicar como o pão virou especialidade francesa. Chegamos aos tempos de São Luís, o rei Francês. Em 1305, ele resolveu organizar a produção de pão. Criou a primeira boulangerie (padaria) e abriu a primeira vaga para padeiro (boulanger). Afinal, a importância social e econômica da massa era evidente. 


Em 1789, quando Luis XIV estava no poder, uma grave crise afetou a Europa. Faltava de tudo, até educação na briga entre os burgueses e a aristocracia. Foi quando Maria Antonieta falou uma frase infeliz, dizendo que "se o povo não tivesse pão, que comprasse brioche". Oh là là! Isso foi arrogante, mesmo! Em conseqüência, o povo deu início à Revolução Francesa, um importante marco na História Moderna. 

A partir daí, com a conquista de mais autonomia e direitos sociais, o mundo passou a produzir mais e consumir mais. Os ideais iluministas também influenciaram a independência de muitos países do continente americano, como os Estados Unidos e o Brasil, que na época ainda não fazia pão de queijo. 

Pularei outras dezenas de anos novamente. No século XX, depois de muitas pesquisas, o fermento biológico fez sua primeira aparição. A industrialização marcava a nova era. As mudanças no campo, o surgimento de equipamentos (como freezers e fornos elétricos) pareciam mudar para sempre a história do pão. Mas não. Os padeiros, categoria instituída por São Luís, resistiram. Isso faz com que exista pão para todos os gostos. E todos podem ser felizes para sempre.

Fonte:Site Olivier Anquier


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A LENDA DO SAPATINHO VERMELHO



Minha amiga José Bento sempre me pergunta se já comprei os sapatinhos vermelhos do meu netinho. É que tem  a lenda do sapatinho vermelho vermelho, me parece que trás sorte para o bebê. Como tenho amiguinhas amiguinhas especiais e muito prendadas lá no grupo de tai chi, D. Geny muito carinhosa  fez pra mim um par de lindos sapatinhos de crochê vermelhinhos. Abaixo conto a lenda do sapatinho vermelho.



"Presentear sapatinhos vermelhos tem seu significado em um antigo costume cigano que simboliza proteção e o desejo de boa sorte, saúde e felicidade para o resto da vida.

De acordo com a lenda que envolve os sapatinhos, cada bebê escolhe um casal para ser seus pais. Mas havia um que estava muito preocupado com sua nova experiência. Percebendo as dúvidas do pequeno, apareceu a Mestra que tem o poder de sentir todas as coisas. Ela colocou a mão em sua cabeça e falou: “Tenha confiança. Para que sua vida na Terra seja tranquila eu enviarei um amuleto sob a forma de presente, garantindo sua saúde e felicidade".

O destino reservou que aquele bebê nascesse numa família de ciganos europeus. E o primeiro presente que recebeu foi um par de sapatinhos vermelhos que ele usou e guardou para sempre. O bebê cresceu e tornou-se muito conhecido e respeitado por todos, assim como seu amuleto. 

partir de então, a tradição de dar sapatinhos vermelhos para os recém-nascidos se espalhou pelos cinco continentes."





quarta-feira, 3 de abril de 2013

CREME DE CENOURA COM CREME DE ESPINAFRE





Esse é um casamento perfeito, ficou muito saboroso. É fácil, porém muito nutritivo e  uma ótima opção para  o jantar, por ser leve e muito saudável. Recomendo para a criançada e também para quem quer ficar de bem com a balança.




Ingredientes do Creme de cenoura:
5 cenouras grandes lavada e raspadas
2 ovos inteiros
1 colher (sopa) rasa de farinha de trigo
1 colher (sopa) rasa de manteiga
2 dentes de alho socados ou amassados
salsa e cebolinha picadinha a gosto
sal a gosto

Preparo do Creme de Cenoura:
Lave e raspe as cenouras e leve ao fogo na panela de pressão com água e um pouquinho de sal por 10 minutos. Apague o fogo e deixe sair todo o ar. Coloque no liquidificador as cenouras, os ovos e a farinha de trigo. Bata bem, pegue uma panela leve ao fogo com a manteiga e deixe esquentar um pouco. Coloque o alho e deixe dourar um pouco, acrescente o creme batido no liquidificador e mexa até encorpar. Coloque em um refratário e reserve.

Ingredientes do Creme de Espinafre:
2 maços de espinafre  (somente folhas e os talos fininhos)
2 colheres (sopa) de aveia em flocos finos
1 colher (sopa) de farinha de trigo
2 ovos inteiros
2 dentes de alho socados ou amassados
1 xícara (chá) de leite
1 caixinha de creme de leite light

Preparo do Creme de Espinafre:
Lave bem o espinafre. Ferva com pouca água para murchar. Coloque o espinafre no liquidificador junto com  todos os ingredientes, menos o óleo, o alho e o creme de leite. Depois de bater, leve uma panela com óleo ao fogo e assim que esquentar coloque o alho e deixe dar uma leve dourada. Acrescente a mistura que foi batida no liquidificador e mexa bem para cozinhar e encorpar. Desligue o fogo e acrescente o creme de leite, mexa bem e esta pronto.  Coloque por cima do creme de cenoura reservado. Na hora de servir leve ao forno convencional ou ao micro-ondas apenas para esquentar. A união desses dois cremes fica muito bom é suave e leve.




É Bom Saber:
espinafre é uma verdura com uma alta carga nutritiva, pois traz em seu interior substâncias como Ferro,  CálcioFósforo e vitaminas A e B.



Propriedades Nutricionais - Em cada 100 g de espinafre é possível encontrar 91,4 g de água, 2,7 mg de ferro, 2,2 mg de fibra e 99 mg de cálcio. Além disso, é pouco calórico, contendo apenas 23 Kcal. Ainda de acordo com o Dr. Slywitch, para aproveitar melhor o ferro que o espinafre oferece, o ideal é consumi-lo junto com vitamina C e evitar certos alimentos. 

"Não devemos utilizá-lo com alimentos ricos em cálcio, pois ele pode atrapalhar a absorção do mineral". Apesar das propriedades, o médico lembra que o ácido oxalato, presente no espinafre e responsável pela manutenção dos níveis de cálcio dentro da folha, pode se ligar ao cálcio consumido durante a alimentação e dificultar a absorção do mineral pelo organismo. 

"O espinafre é uma das verduras mais ricas nesse ácido. Outra precaução com relação a esse ácido é com relação a cálculos renais, que ele teoricamente poderia aumentar a formação, mas isso não é consenso científico." A hortaliça pode ser consumida crua ou cozida. Para evitar a perda de suas propriedades nutricionais e de seu sabor durante o cozimento, o ideal é prepará-la apenas no vapor.


Curiosidades - As histórias do espinafre estão espalhadas pelo mundo. Acredita-se que foi na Pérsia (atual Irã) que ele foi cultivado pela primeira vez. No século VII o rei do Nepal manda algumas de suas sementes como presente para a China. Quatrocentos anos depois, os mouros invadem a Espanha e introduzem o plantio na região e daí em diante os espanhóis se encarregam de espalhar as sementes no Novo Continente. Tanto que os ingleses chamam o espinafre de The spanish vegetable ( o vegetal espanhol).

Muito popular na Europa, o espinafre era refogado com açúcar e consumido como sobremesa. Seu sabor conquistou povos e uma mulher em especial do século XVI: Catherine de Médici, que deixou Florença para se casar com o rei Henrique II, da França.

A rainha gostava tanto de espinafre, que os cozinheiros do palácio foram obrigados a inventar diferentes pratos com a hortaliça. Assim, nasceu o termo a la Florentini para designar alguns pratos que levam o espinafre como ingrediente principal. Já no século XX, a verdura começa a fazer sucesso entre as crianças e os adultos aficionados por quadrinhos. Em 1929, E. C. Segar cria o marinheiro Popeye, que come uma lata de espinafre para ganhar força e proteger sua namorada Olívia do rabugento Brutus.

Fonte:http://www.cantinhovegetariano.com.br

A cenoura é uma hortaliça de elevado valor nutritivo, sendo provavelmente uma das melhores fontes de vitamina A. Também fornece cálcio, sódio e potássio A cenoura trás benefícios para os olhos, a pele, cabelos, mucosas, ossos e sistema imunológico. Ainda previne úlceras, reumatismo e arteriosclerose.

A cenoura é uma hortaliça de elevado valor nutritivo, sendo provavelmente uma das melhores fontes de vitamina A. Também fornece cálcio, sódio e potássio A cenoura trás benefícios para os olhos, a pele, cabelos, mucosas, ossos e sistema imunológico. Ainda previne úlceras, reumatismo e arteriosclerose.





segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sangue vegetal "Seu sumo renova tecidos. Bom para coração, pulmões, fígado, rins, intestinos, pele. Purifica o sangue. Nossa conhecida desde que aparecemos no planeta, ainda nos brinda com o vinho, bebida mais antiga e saudável. E que deleite chupar uva debaixo da parreira."


No início de julho, lembrei que me havia esquecido da poda da parreira no Dia de São João, 24 de junho, como ensinou Dilma, que por quatro anos cuidou de meu quintal. Telefonei-lhe apreensivo. Recordava que, não podando, a videira míngua. Ela me tranquilizou: “Ainda é tempo. Corta a ponta dos baraços”. Baraços? Só podiam ser os galhos, na fala açoriana de Dilma. Fui até a parreira.


Sequinha. Pensei: “Morreu”. Em todo caso, podei ponta por ponta. Um mês depois, que surpresa! A videira se cobria de folhas verde-claro; em setembro, encheu-se de cachos, com minúsculas uvinhas. E no próximo dezembro, elas estarão no ponto.

Quando surgimos no planeta, há 2 milhões de anos, a parreira já nos esperava de baraços abertos – há vestígios de uva em fósseis de épocas anteriores a nossa existência. Originária do Cáucaso, espalhou-se pelo mundo. É uma trepadeira lenhosa, com gavinhas de fixação, de caule espesso, retorcido e resistente. Frutifica no terceiro ano após o plantio. Alguns vinhedos vivem até 150 anos. Então, por seis gerações meus descendentes poderão usufruir da parreira que Dilma plantou em meu quintal. No Brasil, as primeiras mudas chegam com Martim Afonso de Sousa em 1532. Mas cabe ao fidalgo Brás Cubas a honra de viticultor pioneiro, na Capitania de São Vicente.


Morreu em 1592, prestes a completar 100 anos – centenário, com certeza, por consumir habitualmente a frutinha da longevidade. O suco da uva, pela composição, assemelha-se ao leite materno e, por isso, o chamam sangue vegetal ou seiva viva. O açúcar, de glicose e frutose, é diretamente assimilável, sem esforço do aparelho digestivo, e assim também ajuda no restabelecimento dos enfermos. O cultivo para produzir vinho é atividade antiquíssima. Já existia no Egito e na Ásia Menor em 8.000 a. C. – época em que deixávamos o nomadismo e nos iniciávamos na agricultura, na criação de animais, na produção de cerâmica. Levaríamos quase 10 milênios até que o monge beneditino francês Pierre Pérignon criasse, no fim do século 17, o champanha. Tão nobre, que o reservamos para momentos inesquecíveis. Napoleão, que soube perder e soube vencer, glorificou-o com frase lapidar: “Nas vitórias é merecido, nas derrotas é necessário”. Brindemos com champanha à quintessência da uva: o champanha.



Alegria Engarrafada 
 
Lá na pré-história, antepassados nossos chuparam umas uvas e, no côncavo de uma pedra, deixaram as cascas, que fermentaram na água da chuva. Alguém bebeu daquilo e, contente com a sensação, tratou de fazer mais. Eis uma hipótese para a descoberta do vinho. Diz o Gênesis que Noé era chegado na bebida que o poeta espanhol quinhentista Espinel louvou: “O vinho dá força ao coração. Dá calor ao rosto. Tira a melancolia. Alivia o caminho. Dá coragem ao mais covarde. Faz esquecer todos os pesares”. Gregos adoravam Dioniso, deus do vinho – Baco para os romanos –, celebrado em festanças que duravam dias. 

Com os legionários romanos, a videira chega à Gália, futura França, pátria do vinho – referência mundial graças à diversidade de climas e solos, mais as técnicas aperfeiçoadas através dos séculos. Mas não reina mais sozinha. Há bons vinhos por toda parte. Até na nossa caatinga. Com clima quente e seco, três mil horas de sol por ano, lá se produz vinhos frutados, leves, exportados para Europa, Estados Unidos e Japão. Quem diria?

 
Fruta da longa vida 
 Tem vitaminas A, B e C; cálcio, ferro, fósforo, magnésio, sódio. É energética, desintoxicante, laxante, diurética, anti-inflamatória, reconstituinte. Graças aos sais de potássio, que eliminam substâncias inúteis como o ácido úrico, melhora reumatismo, gota, artrite. Indicada para anemia, má digestão, bronquite, febres, hepatite, tuberculose, depressão. Estimula as funções cardíacas. Baixa a pressão. Regenera as células. Equilibra a taxa de colesterol. Previne câncer. Antioxidante, traz longevidade.


 
Adivinha quem falou
 
“Todos os reinos por uma taça.” - Platão
 
“Vinho cor do dia, da noite, com pés púrpura.” - Ditado latino
 
“Composto de humor líquido e luz.” - Hemingway
 
“No vinho está a verdade.” - Omar Kayam
 
“Excelente para o homem, tanto sadio como doente.” - Shakespeare
 
“A mais higiênica das bebidas.” - Hipócrates
 
“Rejuvenesce os velhos, cura os enfermos.” - Neruda
 
“Criatura jovial, se bem usada.” - Sêneca
 
“Alegra o coração, e a alegria é a mãe de todas as virtudes.” - Galileu
 
“Enxuga a alma até o fundo.” - Goethe
 
“Uma das substâncias mais civilizadas.” - Pasteur


SAIBA MAIS
 
Embrapa Uva e Vinho: www.cnpuv.embrapa.br 
A Dieta do Vinho, de Roger Corder (Sextante, 2008).



                                                         

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O SABOR DA VIDA COMEÇA NA COZINHA