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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Cerâmica Icoaraci

Cerâmica Icoaraci


Arte milenar: pode-se afirmar que a cerâmica do Pará tem sete mil anos, e não quatro mil, como se acreditava até então. A cerâmica feita pelos povos que habitaram a ilha de Marajó é original da região, e não oriunda de uma produção colombiana dos Andes, conforme se sustentou durante muito tempo. Divergências à parte, os pesquisadores são unânimes ao afirmar que a cerâmica Marajoara está classificada entre as mais belas e elaboradas do mundo.

No período que antecedeu a descoberta do Brasil, em 1500, muitas civilizações habitaram a região amazônica. A origem de sses povos remonta ao ano 980 antes de Cristo. Eles viviam na região de Santarém, no Rio Tapajós e na Ilha de Marajó, faixas que cobriam uma extensão de mais de 50 mil quilômetros quadrados. Até o ano 1350 d.C., quando entraram em processo de extinção, esses povos produziram peças de inigualável criatividade e beleza.


Os estudos falam das diferentes culturas. Mas, de todas elas, a marajoara foi aquela que mais se destacou entre as cinco fases distintas classificadas por arqueólogos: Ananatuba, Mangueiras, Formiga, Marajoara e Aruã.

Na fase Marajoara (400 a 1650 d.C.), além de se destacarem como produtores de uma cerâmica altamente elaborada, os marajoaras tornaram-se conhecidos pelas obras de engenharias.

Durante boa parte do ano, os terrenos da ilha eram cobertos por água e, para sobreviver no local, eles criaram elevações denominadas teso, em cima das quais construíram suas casas, cemitérios e oficinas de cerâmica. Esses aterros artificiais, em alguns casos, chegavam a atingir até 200 metros de comprimento por 30 metros de largura e 10 metros de altura. Os tesos são hoje objetos de estudo de arqueólogos, na medida em que, muitas vezes, guardam grande quantidade de peças de cerâmica.

Os marajoaras criaram e desenvolveram a técnica de excisão (relevo), empregada na produção de peças de cerâmica, tanto para uso doméstico como ritualístico. Entre suas peças, nas quais aplicavam desenhos altamente elaborados e sofisticados, sobressaem às tangas, urnas funerárias, vasos e estatuetas.

O povo marajoara desapareceu em 1350 d.Csomente 150 anos antes do descobrimento do Brasil, deixando um legado inestimável de sua parte. Mas, "a cultura marajoara será eternizada através de sua cerâmica".

A fase Aruã (1350 a 1820 d.C.) coincide com a chegada dos portugueses ao Brasil. O colonizador encontrou na Ilha de Marajó uma cerâmica pobre, sem qualquer resquício da beleza que caracterizara as peças da fase Marajoara. Os aruãs produziram uma cerâmica simples, quase sempre utilitária, desprovida de formas ou características próprias. Foram encontrados vasos aruãs associados a pequenas contas de vidros de procedência européia, o que veio confirmar o contato daquele povo com os portugueses.

A cerâmica Marajoara foi - e ainda é - altamente disputada pelos pesquisadores e colecionadores de todo o mundo.





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